• Esta ribeira nasce na serra do Caldeirão e desagua no Guadiana, tendo grande parte do seu curso no interior serrano do Algarve. De regime intermitente, percorre difícil caminho  (69 km) entre os 550 m de altitude, na nascente no Cerro do Zebro (Salir), e o ponto em que se junta ao Guadiana (alt. 10 m).

    Assente em xistos e grauvaques, a bacia do Vascão é habitat para uma grande variedade de espécies, sendo considerada de grande importância a nível da conservação da ictiofauna (peixes), herpetofauna (anfíbios e répteis), avifauna e mamofauna (mamíferos).

    As galerias ripícolas do Vascão oferecem locais de refúgio, alimentação e nidificação, a muitas espécies residentes e migradoras de aves, sendo utilizadas por diversos carnívoros. Sem interrupções artificiais, o Vascão suporta altas concentrações de espécies ameaçadas de peixes de água doce, como o Saramugo e a Boga-do-guadiana e migradores como a Enguia-europeia e Lampreia. O sítio ‘Ribeira do Vascão’ foi incluído na lista de zonas húmidas da ‘Convenção de Ramsar’.

    A presença humana é antiga, como o comprovam as antas da Pedra do Alagar e de Afonso Vicente e o povoado árabe do Cerro das Relíquias. Dezenas de unidades moageiras, hoje em estado de ruína, comprovam a ocupação recente. 

  • Alentejo

  • Mértola

  • Parque Natural do Vale do Guadiana

  • Sim

  • Na N122 (IC27), direção Algarve, a seguir a atravessar a ponte, há um caminho de terra batida do lado direito um pouco dissimulado. É possível aparcar o carro e descer a pé até à ribeira e descansar da viagem à sombra dos eucaliptos (37°31'3.53"N, 7°34'45.19"W).

  • Rede Natura (SIC Guadiana – PTCON0036) e Sitio RAMSAR.

  • Natural

  • Afluente do rio Guadiana a sul de Mértola.

  • Pública

  • -

  • -

  • Podem ser observadas importantes concentrações de aves residentes e migratórias como o Chapim-rabilongo, o Chasco-cinzento e o Torcicolo. Entre as rapinas encontram-se o Bufo-real, a Águia-real e a Águia-de-bonelli. Em termos de flora estão referenciadas espécies únicas e endémicas como a Centaurea crocata, a boca-de-lobo Antirrhinum majus entre outras, o que torna este local um verdadeiro santuário para a vida selvagem.

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